Polícia
Caso Djidja: mãe, irmão e mais cinco pessoas são condenados por esquema de tráfico de cetamina
A nova sentença substitui a condenação anterior, anulada após o Ministério Público apontar irregularidades processuais
A Justiça do Amazonas condenou novamente Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, além de outras cinco pessoas investigadas por envolvimento em um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. A nova sentença foi publicada nesta quarta-feira (22) pela 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute).
Cleusimar e Ademar foram condenados a 10 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, por participação em organização criminosa. A decisão foi proferida cerca de dez meses após a anulação da primeira condenação, que ocorreu devido a falhas processuais apontadas durante o processo.
Segundo a sentença, o grupo utilizava um salão de beleza e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para facilitar a distribuição e o consumo de cetamina, substância de uso veterinário que pode provocar efeitos alucinógenos quando utilizada de forma inadequada.
A Justiça apontou Cleusimar como líder do grupo, enquanto Ademar teria atuado na execução das atividades da organização. Também foram condenados:
- José Máximo Silva de Oliveira, médico veterinário: 10 anos e 4 meses de prisão;
- Hatus Moraes Silveira, personal trainer: 10 anos e 5 meses;
- Verônica da Costa Seixas, gerente: 10 anos;
- Sávio Soares Pereira, funcionário de clínica veterinária: 9 anos, em regime semiaberto;
- Bruno Roberto da Silva Lima, ex-companheiro de Djidja: 8 anos e 6 meses, em regime fechado.
Conforme a decisão, José Máximo seria responsável pelo fornecimento da substância. Hatus teria atuado na logística, enquanto Verônica auxiliaria na aquisição e ocultação dos materiais. Sávio seria responsável por negociações realizadas por meio do WhatsApp, e Bruno teria colaborado na obtenção da droga e incentivado o consumo.
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A magistrada considerou que, após a regularização das provas periciais, ficaram comprovadas a existência dos crimes e a participação dos réus no esquema.
Cleusimar, Ademar, José Máximo e Hatus tiveram as prisões preventivas mantidas e não poderão recorrer em liberdade. Já Verônica, Sávio e Bruno poderão aguardar o julgamento dos recursos fora da prisão, desde que cumpram medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova sentença substitui a condenação anterior, anulada após o Ministério Público apontar irregularidades processuais e pedir que o caso fosse novamente analisado pela primeira instância. Djidja Cardoso morreu em maio de 2024.
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