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STJ começa a julgar recursos de Wilson Lima no caso dos respiradores comprados na pandemia

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a analisar nesta quarta-feira (2) os recursos apresentados pelo ex-governador Wilson Lima (União Brasil) no processo que investiga a compra de 28 respiradores durante a pandemia de Covid-19. A sessão virtual da Corte Especial segue até 8 de setembro.

O caso tramita no STJ desde 2021 e ganhou repercussão nacional pelas suspeitas envolvendo a aquisição dos equipamentos. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a operação teria causado prejuízo superior a R$ 2 milhões aos cofres públicos.

A negociação também ficou conhecida pela participação de uma empresa que atuava no comércio de vinhos.

Recursos ainda não representam decisão final

Os recursos analisados pela Corte Especial não correspondem ao julgamento definitivo da ação penal. Um deles foi apresentado pela defesa de Wilson Lima e o outro por Gutemberg Leão Alencar, também réu no processo.

A defesa do ex-governador afirma que os recursos discutem questões relacionadas ao andamento da ação e à mudança da relatoria. A ministra Nancy Andrighi assumiu o caso em junho, após o ministro Francisco Falcão deixar a relatoria por razões de foro íntimo.

Wilson Lima nega irregularidades

Wilson Lima nega as acusações. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que a expressão “respiradores comprados em loja de vinhos” foi transformada em uma narrativa eleitoral.

Segundo o ex-governador, a empresa envolvida pertencia ao mesmo proprietário que estaria habilitado a comercializar os equipamentos. Ele também reconheceu ter cometido um “erro político e de comunicação” ao não reagir com mais intensidade à polêmica em 2020.

Caso retorna durante campanha eleitoral

A retomada do processo ocorre durante a campanha de 2026, na qual Wilson Lima disputa uma vaga ao Senado.

Segundo o MPF, as acusações envolvem suspeitas de dispensa irregular de licitação, fraude em procedimento licitatório, peculato e organização criminosa.

Wilson Lima e os demais acusados negam as irregularidades. As acusações ainda estão em julgamento e não representam condenação definitiva.

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