Política
Posição neutra do PP nas eleições inviabiliza Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro
Flávio agradeceu à senadora por ter aceitado inicialmente o convite e destacou sua atuação como ex-ministra da Agricultura
O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (31) que respeita a decisão do Progressistas (PP) de adotar neutralidade na disputa presidencial. A posição da legenda inviabilizou, até o momento, a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para ocupar a vaga de vice em sua chapa.
Durante uma entrevista em São Paulo, Flávio agradeceu à senadora por ter aceitado inicialmente o convite e destacou sua atuação como ex-ministra da Agricultura. Segundo ele, a composição não avançou devido a questões internas do partido.
“Fiquei muito honrado quando ela aceitou o convite para caminhar conosco na qualidade de candidata a vice-presidente e, por questões internas do Progressistas, vimos essa nota dizendo sobre a neutralidade do partido”, declarou Flávio.
O senador também afirmou que mantém uma boa relação com o PP, legenda pela qual iniciou a carreira política, quando ainda era chamada de PPB. Ele foi eleito deputado estadual do Rio de Janeiro em 2002.
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Apesar da decisão da Executiva Nacional do partido, Flávio não descartou a possibilidade de novas conversas antes do prazo para definição da chapa, que termina em 5 de agosto. O parlamentar afirmou que as negociações continuam com outras siglas e citou PL, PP, União Brasil, Podemos e Republicanos como partidos que possuem nomes que poderiam ocupar a vaga.
“Até o dia 5 tudo pode acontecer”, declarou o senador.
Flávio também disse que Tereza Cristina continuará participando de sua campanha, mesmo sem a confirmação da candidatura a vice. De acordo com o parlamentar, os dois conversaram nesta sexta-feira e a senadora deverá participar de compromissos políticos ao lado dele nos próximos dias.
O PP anunciou na quinta-feira (30) que permanecerá neutro na eleição presidencial. A decisão foi tomada pela Executiva Nacional da legenda após divergências internas sobre o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.