Polícia
Esquema de agiotagem em Manaus cobrava juros até 70% ao mês; PM e advogados são investigados
O grupo concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima
Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) investiga uma organização criminosa suspeita de praticar agiotagem em Manaus. Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Nesta etapa, foram cumpridos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.
Um dos mandados de prisão ainda não foi cumprido porque o investigado não foi localizado e é considerado foragido. Durante a ação, duas pessoas foram presas em flagrante, sendo uma delas por desacato.
As ordens judiciais foram cumpridas em imóveis nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores. Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvos das buscas por terem ligação direta com os investigados.
Segundo as investigações, o grupo concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima e cobrava juros que variavam entre 30% e 70% ao mês. As cobranças, conforme os elementos reunidos até o momento, seriam feitas por meio de intimidação psicológica.
Até agora, diversas vítimas foram identificadas, sendo a maioria servidores do Poder Judiciário. As autoridades ainda não conseguiram calcular o prejuízo provocado pelo esquema nem definir por quanto tempo a organização teria atuado.
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Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e celulares. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados. De forma preliminar, cerca de R$ 160 mil em espécie foram encontrados, valor que ainda passará por conferência oficial.
De acordo com o coordenador do Gaeco e do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, as investigações são conduzidas pelo promotor André Epifânio, com apoio dos demais integrantes do grupo.
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— Portal VixiAM – OFICIAL (@VixiAM92) July 27, 2026
A apuração continua sob sigilo para identificar todas as vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo esquema e verificar a possível participação de outras pessoas na organização criminosa.
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