Política
Após novo tarifaço, Governo Lula pode usar Lei da Reciprocidade para pressionar EUA
O objetivo é estudar possíveis medidas contra as tarifas e utilizá-las como instrumento de pressão nas negociações com os americanos
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu avalia a aplicação da Lei da Reciprocidade como resposta às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, mas pretende manter aberto o canal de negociação com o governo de Donald Trump.
Segundo integrantes da equipe presidencial, o objetivo é estudar possíveis medidas contra as tarifas e utilizá-las como instrumento de pressão nas negociações com os americanos. A decisão ocorre após os EUA anunciarem uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos de países que, segundo o governo americano, não combatem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O governo brasileiro contesta a justificativa apresentada pelos Estados Unidos e afirma que o país possui mecanismos de fiscalização sobre o trabalho forçado. O Ministério do Trabalho também informou que se colocou à disposição para prestar esclarecimentos, mas não teria sido procurado diretamente pelas autoridades americanas durante as negociações.
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Nos bastidores, integrantes do Itamaraty avaliam que as conversas entre os dois países não resultaram em avanços concretos e classificam o novo tarifaço como uma alternativa adotada após entraves judiciais relacionados à medida anterior. A avaliação de diplomatas é que as tarifas vêm sendo utilizadas pelos Estados Unidos como instrumento de pressão política e comercial.
Apesar da possibilidade de adotar medidas de reciprocidade, o governo Lula não pretende interromper as negociações com Washington. A estratégia será combinar a análise de eventuais respostas comerciais com a tentativa de manter o diálogo para buscar uma solução para as tarifas impostas aos produtos brasileiros.
(*)Com informações do G1