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Política

Após buscas, Vinícius Almeida diz que não “sujou as mãos” e diz que operação tem motivação política

A investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral apura a possível utilização de servidores e veículos da SSP-AM em benefício de campanha eleitoral

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Horas depois de agentes cumprirem mandados de busca e apreensão em sua residência e na sede da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o ex-secretário e candidato a deputado estadual Vinícius Almeida (Podemos) apareceu nas redes sociais nesta quinta-feira (1º) para apresentar sua versão. Ele negou qualquer irregularidade, disse estar tranquilo e afirmou confiar que esclarecerá o episódio perante a Justiça Eleitoral.

No vídeo, Vinícius tentou separar a investigação eleitoral da esfera criminal e ressaltou os 32 anos de atuação no serviço público. “Nunca fui acusado de nenhum crime”, declarou. O candidato acrescentou que não seria justamente durante uma eleição que iria “sujar as mãos de lama”. A defesa pública veio poucas horas depois de uma manhã nada tranquila para quem comandou justamente a estrutura estadual de Segurança Pública.

A investigação conduzida pelo Ministério Público Eleitoral apura a possível utilização de servidores e veículos da SSP-AM em benefício de campanha eleitoral. A Polícia Federal informou que participou da execução das medidas como apoio operacional. Buscas foram realizadas tanto na sede da secretaria, no bairro Santo Agostinho, quanto na residência do ex-secretário.

Vinícius deixou o comando da Segurança Pública para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Amazonas. Agora, a poucos dias da votação, precisou trocar momentaneamente o discurso de campanha por explicações sobre uma investigação eleitoral que alcançou sua antiga pasta e sua própria casa. Apesar das buscas, ele afirmou que seguirá normalmente com as atividades de campanha.

A manifestação, porém, não encerra a questão. A investigação busca justamente esclarecer se a máquina pública foi utilizada para beneficiar interesses eleitorais. Até que a apuração seja concluída, há de um lado suspeitas sob investigação e, do outro, a negativa do candidato, porque vídeo nas redes sociais apresenta uma versão, mas quem terá de separar acusação de prova será a Justiça Eleitoral.

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