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Polícia

PF investiga desvio de recursos eleitorais e bloqueia R$ 17 milhões no Amazonas

A ação cumpre seis mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Combustão, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento eleitoral irregular nas eleições de 2022 no Amazonas. A ação cumpre seis mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral, que também determinou o bloqueio de mais de R$ 17 milhões em bens e valores dos investigados.

Os agentes realizaram diligências na sede da Associação Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM), na rua Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, além de endereços no Residencial Laranjeiras, no bairro Flores, e no condomínio Reserva Inglesa, na Ponta Negra, em Manaus. Segundo a investigação, recursos provenientes de contratos da associação teriam sido desviados e posteriormente transferidos entre pessoas físicas e empresas relacionadas ao suposto esquema.

Entre os nomes citados no material da investigação está José Nilmar Alves de Oliveira, candidato a deputado federal pelo PL em 2022 e então presidente da AADESAM. Também são mencionadas as empresas V J Prado Marques e Comércio de Materiais e Serviços de Construção, atribuídas a Valber José Prado Marques, além de Thiago Dias Costa, identificado como administrador financeiro da campanha de José Nilmar. Os investigadores analisam, entre outras operações, uma movimentação de R$ 831.147 registrada entre maio e novembro de 2022.

A apuração abrange fatos ocorridos entre 2021 e 2022 e busca esclarecer a origem e o destino de movimentações financeiras consideradas atípicas. O bloqueio patrimonial determinado pela Justiça Eleitoral tem como finalidade preservar recursos para um eventual ressarcimento aos cofres públicos e permitir o confisco de bens caso seja comprovada sua relação com atividades criminosas. A investigação diz respeito às eleições de 2022, sem relação apontada com o pleito estadual de 2026.

Os envolvidos poderão responder, conforme a responsabilidade individual que vier a ser comprovada, por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. A operação ainda está em andamento, e as suspeitas investigadas não representam comprovação de culpa.

 

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